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Por que ficamos mais doentes no inverno

15/06/2026 |

Com a chegada do inverno, é comum perceber um aumento nos casos de gripe, resfriados, sinusites, crises de asma e outras doenças respiratórias. Nos Campos de Cima da Serra, onde as temperaturas costumam cair de forma mais intensa, essa realidade faz parte da rotina de muitas famílias.


Mas será que o frio é realmente o responsável por nos deixar doentes?

A resposta é mais complexa do que parece.

Embora o frio esteja associado ao aumento dessas doenças, ele não é o causador direto das infecções. Na maioria dos casos, os verdadeiros responsáveis continuam sendo vírus e outros agentes infecciosos. O que muda durante o inverno é o conjunto de fatores que favorece a circulação desses microrganismos.


Por que as doenças respiratórias aumentam no inverno?

Um dos principais motivos é a mudança de comportamento das pessoas durante os dias frios.

Quando as temperaturas caem, tendemos a permanecer mais tempo em ambientes fechados, com portas e janelas fechadas. Essa redução da ventilação favorece o acúmulo de partículas respiratórias no ar e aumenta a probabilidade de transmissão de vírus entre as pessoas.

Além disso, ambientes fechados geralmente concentram mais pessoas em um mesmo espaço, o que facilita ainda mais o contágio.


O papel do ar seco

Outro fator importante é a redução da umidade do ar.

As vias respiratórias possuem mecanismos naturais de proteção que ajudam a eliminar impurezas, vírus e bactérias. Quando o ar fica mais seco, as mucosas tendem a ressecar, diminuindo parte dessa capacidade de defesa.

Isso não significa que a imunidade desaparece, mas o organismo pode ficar mais suscetível à ação de agentes infecciosos.


O frio reduz a imunidade?

Essa é uma dúvida bastante comum.

O frio, isoladamente, não "derruba" o sistema imunológico. No entanto, alguns hábitos mais frequentes durante o inverno podem impactar indiretamente a saúde.

A menor exposição ao sol, por exemplo, pode influenciar os níveis de vitamina D. A redução das atividades ao ar livre, a piora da qualidade do sono e o aumento do sedentarismo também podem contribuir para um organismo menos preparado para enfrentar infecções.


Por que crianças e idosos merecem atenção especial?

Crianças pequenas ainda estão desenvolvendo seu sistema imunológico. Já os idosos passam por alterações naturais relacionadas ao envelhecimento.

Por isso, esses grupos costumam apresentar maior risco de complicações decorrentes de doenças respiratórias, especialmente quando possuem outras condições de saúde associadas.

É justamente por esse motivo que campanhas de vacinação e medidas preventivas costumam priorizar esses públicos.


O cenário atual das doenças respiratórias

Nos últimos anos, autoridades de saúde têm observado um aumento sazonal importante das síndromes respiratórias durante os meses mais frios.

Esse crescimento costuma gerar maior procura por atendimentos médicos, aumento das internações e maior pressão sobre os serviços de saúde, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Por isso, medidas simples de prevenção continuam sendo fundamentais para reduzir riscos individuais e coletivos.


O que ajuda a reduzir as chances de adoecer?

Embora não seja possível eliminar completamente o risco de infecções respiratórias, algumas atitudes podem fazer diferença:

• manter a vacinação em dia;
• higienizar as mãos com frequência;
• manter ambientes ventilados sempre que possível;
• hidratar-se adequadamente;
• priorizar uma alimentação equilibrada;
• respeitar os períodos de descanso e recuperação;
• procurar orientação médica diante de sintomas persistentes.


Pequenos hábitos, grandes resultados

O inverno faz parte da nossa realidade e não precisa ser encarado como uma estação de doenças inevitáveis.

Entender os fatores que favorecem a circulação de vírus e adotar medidas preventivas permite atravessar esse período com mais segurança e tranquilidade.

Afinal, quando falamos em saúde, pequenas escolhas feitas diariamente costumam gerar os melhores resultados ao longo do tempo.

 

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